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Daniella Marques propõe ajuste fiscal antes de discutir salário mínimo

A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, sugere priorizar cortes de gastos públicos antes de avaliar mudanças no salário mínimo. Ela...

Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que um eventual governo priorizará o corte de gastos e a eliminação de privilégios antes de discutir alterações na política de salário mínimo ou uma nova reforma da Previdência. Em entrevista publicada na quarta-feira (9.set.2026), ela ressaltou que, se o ajuste fiscal for adequado, a discussão sobre o aumento do salário mínimo pode ser desnecessária.

Para Daniella, é fundamental que a população tenha clareza sobre a utilização do dinheiro público antes que outros ajustes estruturais sejam debatidos. Ela destacou que a discussão deve começar a partir da redução das despesas da máquina pública, incluindo privilégios tributários e supersalários.

A proposta econômica em desenvolvimento prevê a substituição do atual arcabouço fiscal por uma nova regra que levará em conta a trajetória da dívida em relação ao Produto Interno Bruto. A coordenadora mencionou que a campanha também está elaborando a criação de uma instância de governança fiscal que incluirá os três Poderes, com apoio técnico voltado para a contenção de despesas.

Daniella confirmou que Flávio Bolsonaro assumiu o compromisso de apresentar um pacote de medidas para reorganizar as contas públicas durante uma eventual transição. Além disso, a equipe de campanha planeja reduzir a estrutura administrativa do governo federal, com a expectativa de que pelo menos dez ministérios sejam cortados, embora a definição das pastas a serem extintas ainda não tenha sido feita. Atualmente, a estrutura do governo conta com 38 ministérios.

A coordenadora também defendeu uma gestão mais profissional dos ativos da União e das estatais, mencionando que a campanha estima haver mais de R$ 6 trilhões em ativos, que incluem imóveis, dívida ativa, empresas públicas e contratos de royalties. Parte dos recursos obtidos com a monetização desses ativos, , seria destinada à redução da dívida pública e ao financiamento de infraestrutura.

No que diz respeito ao salário mínimo, Daniella evitou fazer compromissos diretos, enfatizando que a prioridade inicial deve ser a redução de desperdícios e despesas antes de avaliar quaisquer ajustes em benefícios sociais. Ela também afirmou que a discussão sobre mudanças na jornada de trabalho, como a escala 6 X 1, deve ser adiada até após as eleições, ressaltando que a campanha não apoia a criação de um regime único de jornada para trabalhadores e empregadores.

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