A defesa de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, informou nesta segunda-feira (2.nov.2026) que apresentou uma petição à Comissão Interamericana de Direitos Humanos contra a prisão preventiva do ex-banqueiro. O pedido solicita que o Estado brasileiro seja responsabilizado internacionalmente por violações que os advogados afirmam terem sido sofridas por Vorcaro.
Segundo a defesa, a ação não tem o objetivo de discutir o mérito das investigações nem de substituir a Justiça brasileira. Os advogados argumentam que buscam garantir direitos previstos na Convenção Americana sobre Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário desde 1992, como a decisão judicial em prazo razoável sobre a liberdade e um tratamento compatível com a dignidade humana.
A petição pede o fim da prisão preventiva de Vorcaro com restrições e que um juiz competente decida o pedido de liberdade em até 5 dias. A defesa sustenta que o ex-banqueiro está preso desde 4 de março, não descumpriu nenhuma decisão judicial no período e que a Justiça brasileira não revisou a prisão preventiva após 90 dias.
Os advogados também mencionam a crise no Supremo Tribunal Federal e afirmam que o caso Master está sem relator. De acordo com a defesa, como o processo está na mais alta corte do país, não há instância superior para recorrer. Eles alegam que há mais de 40 dias não há decisão sobre o pedido de liberdade, o que configuraria negação do acesso à Justiça.
Na quinta-feira (29.out), o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decidiu que as investigações envolvendo o Banco Master continuam sob sua relatoria temporária por 90 dias, contados a partir de 12 de setembro. Os processos do caso haviam sido retirados do ministro André Mendonça durante a crise.