Marco Aurélio de Carvalho, responsável pela defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, anunciou que irá requerer explicações à Polícia Federal (PF) sobre a denominação da operação que investiga seu cliente e a empresária Roberta Luchsinger. A operação, intitulada "Operação Elli", gerou desconforto na defesa de Lulinha, que busca entender a origem e a justificativa para o nome escolhido.
Na manhã da segunda-feira, 24 de agosto, Carvalho expressou à coluna que a escolha do nome pela PF provocou um mal-estar no entorno de Lulinha. Ele destacou que a defesa irá formalizar o pedido de esclarecimentos sobre o significado da alcunha, apontando que, se não houver uma justificativa plausível, pode ser uma estratégia de perseguição.
O advogado enfatizou: “Vamos pedir explicações sobre o nome, qual a origem e alguma explicação que justifique a alcunha. Porque, se não tiver, é a velha e surrada estratégia de atirar a flecha e depois pintar o alvo, né? De começar o processo pelo fim, com a condenação. Isso é perseguição.”
O incômodo gerado pela escolha do nome da operação é compartilhado por aliados do presidente Lula, que interpretam a denominação como uma referência à expressão “Faz o L”, associada ao presidente e usada em suas campanhas eleitorais recentes. Essa percepção aumentou a tensão em relação à condução da investigação.
A fase da investigação que recebeu o nome de "Elli" resultou na quebra dos sigilos de Lulinha e Roberta Luchsinger, com o objetivo de apurar suspeitas relacionadas à lavagem de dinheiro. A controvérsia em torno do nome da operação intensificou o desconforto entre os defensores do presidente Lula, levando à decisão de solicitar esclarecimentos formais à Polícia Federal.