Delegações de diversas organizações internacionais, convidadas para atuar como observadoras do processo eleitoral brasileiro, já estão no país. O intuito é que essas instituições analisem a integridade, eficácia operacional e o rigor no cumprimento das normas eleitorais.
Um total de mais de 140 observadores de sete organizações internacionais está preparado para acompanhar a preparação, a votação e a apuração das eleições que ocorrerão no domingo, 4 de outubro de 2026. Entre os grupos envolvidos estão a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a Liga dos Estados Árabes (LEA), a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (Roaje-CPLP), a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e a Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE).
A Missão de Observação Eleitoral da OEA, que conta com 91 observadores provenientes de 23 países, se concentrará em 20 estados e no Distrito Federal. O grupo é liderado por José Miguel Insulza, ex-secretário-geral da OEA e ex-ministro das Relações Exteriores do Chile. No dia 1º de outubro, parte da delegação se reuniu com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques.
Antes disso, em 30 de setembro, os observadores já haviam se encontrado com técnicos e membros da campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL). A OEA informa que a delegação inclui especialistas capazes de analisar diversos aspectos, como organização e logística eleitoral, uso de tecnologia, Justiça Eleitoral, financiamento político e eleitoral, campanhas, violência e comunicação digital.
A Missão de Observação Eleitoral do Parlamento do Mercosul chegou ao Brasil em 29 de setembro, sendo chefiada pelo congressista argentino Raul Bittel. Este grupo também se reuniu com consultores do Senado Federal e com Celso Amorim, chefe da Assessoria Especial da Presidência da República. O Parlasul enfatizou que a missão terá uma abordagem técnica, neutra e não intervencionista, respeitando a soberania nacional e a legislação eleitoral brasileira.
Outra organização envolvida no processo é o The Carter Center, fundado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, e pela ex-primeira-dama Rosalynn Carter, com foco na promoção da democracia e da saúde global. Além das entidades internacionais, organizações nacionais e governos estrangeiros podem atuar como observadores, desde que solicitem autorização ao TSE.