Um PRÉDIO de quatro andares desabou na noite de sexta-feira (6.nov.2026) na rua Maria Joaquina, 192, no Brás, região central de São Paulo. O imóvel funcionava como loja e depósito de roupas e tecidos. Quatro pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento da Mooca, sem risco de morte, segundo as autoridades.
No momento do desabamento, 35 pessoas estavam no local. Dessas, 8 conseguiram sair por conta própria e 27 foram retiradas com auxílio dos BOMBEIROS. Até a manhã deste sábado (7.nov), não havia registro de desaparecidos. Os BOMBEIROS retomaram às 6h30 a remoção dos escombros com máquinas, após suspenderem os trabalhos manuais durante a madrugada por causa da instabilidade da ESTRUTURA. Por volta das 11h, dois cães de salvamento foram usados nas BUSCAS e não identificaram sinais de VÍTIMAS sob os destroços. O atendimento mobilizou 72 BOMBEIROS e 27 viaturas, além de equipes da Polícia Militar e da Defesa Civil.
A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as circunstâncias do acidente. Uma das hipóteses investigadas é a SOBRECARGA da ESTRUTURA pelo armazenamento de mercadorias. O estabelecimento teria recebido dois contêineres de mercadorias no dia do acidente, e parte da carga teria sido armazenada nos andares superiores. O PRÉDIO teria sido originalmente projetado para escritórios, mas era usado como depósito de tecidos. A perícia deverá determinar se o peso dos produtos comprometeu a ESTRUTURA. Um sobrevivente relatou que o edifício já apresentava rachaduras e que ouviu estalos antes de a ESTRUTURA ceder.
Segundo o Corpo de BOMBEIROS, o estabelecimento não possuía Auto de Vistoria do Corpo de BOMBEIROS, documento que atesta o cumprimento das exigências de segurança. A ausência do certificado não significa, por si só, que essa tenha sido a causa do desabamento.
O desabamento também atingiu um estabelecimento vizinho, identificado como Clay Têxtil, que foi interditado. A Defesa Civil avalia as condições de segurança das estruturas próximas ao local do acidente. Imagens de uma câmera do Smart Sampa, sistema de monitoramento da Prefeitura de São Paulo, registraram o momento em que o PRÉDIO desabou, mostrando pessoas correndo enquanto uma nuvem de poeira toma conta da rua.