A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor patamar para esse período desde 2012, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado representa recuo de 0,4 ponto percentual frente ao mesmo trimestre de 2025, quando a taxa era de 5,6%, e de 0,2 ponto em relação ao segundo trimestre de 2026, que registrou 5,4%. Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30.out.2026).
Com o resultado, o país tinha 5,6 milhões de pessoas desocupadas no período, uma redução de 4,0% na comparação com o segundo trimestre de 2026 e de 6,9% ante o terceiro trimestre do ano passado. A população ocupada alcançou 103,6 milhões, o maior contingente da série histórica iniciada em 2012, com alta de 0,6% no trimestre e de 1,2% no ano.
O número de empregados no setor público também atingiu recorde, chegando a 13,2 milhões, estável no trimestre e com crescimento de 2,5% no ano, o que corresponde a mais 317 mil pessoas. Já os empregados no setor privado com carteira assinada, sem contar trabalhadores domésticos, somaram 39,4 milhões, sem variação significativa no trimestre e no ano. Trabalhadores sem carteira no setor privado (13,7 milhões), por conta própria (26,1 milhões) e domésticos (5,4 milhões) também permaneceram estáveis nos dois períodos.
Os desalentados, que desistiram de procurar emprego, totalizaram 2,5 milhões de pessoas no terceiro trimestre, com aumento de 7,5% no trimestre e queda de 6,8% no ano. O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.790, estável no trimestre e com ganho de 3,6% no ano, o equivalente a mais R$ 131. A massa de rendimento real habitual alcançou R$ 387,5 bilhões, maior valor da série, com alta de 1,5% no trimestre (mais R$ 5,6 bilhões) e de 4,7% no ano (mais R$ 17,5 bilhões).