Um deslizamento de terra ocorrido na quarta-feira (26 de agosto de 2026) no Nepal resultou na morte de pelo menos 157 pessoas, além de três vítimas na China. O incidente, que ocorreu em uma área montanhosa do Himalaia, provocou inundações e deixou 391 estrangeiros desaparecidos, incluindo cidadãos indianos, norte-americanos e britânicos.
O Itamaraty brasileiro divulgou um número de emergência para atender os brasileiros que se encontram na região afetada. As autoridades locais e da China estão preocupadas com a possibilidade de que o número de mortos possa aumentar, uma vez que há indícios de que um terremoto pode ter contribuído para o deslizamento de terra.
O GFZ (Centro Alemão de Pesquisa em Geociências) confirmou que um terremoto de magnitude 4,4 foi registrado aproximadamente sete minutos antes do deslizamento, mas a causa precisa do incidente ainda não foi determinada. As gravações de câmeras de segurança da região também foram analisadas para entender melhor o que ocorreu.
De acordo com a agência de notícias Xinhua, o deslizamento afetou o lado nepalês e atingiu o porto de Gyirong, causando interrupções em estradas, comunicação e fornecimento de energia na área de Shigatse, próxima à fronteira. A emissora CCTV informou que 574 socorristas foram mobilizados para ajudar nas operações de resgate, embora um socorrista tenha relatado que levaria pelo menos quatro horas para que as equipes chegassem ao local devido à obstrução causada por 1,5 metro de sedimentos.
O rio Bhote Koshi, que se origina no Tibete e deságua no rio Trishuli, no Nepal, segue para a Índia, onde é conhecido como rio Gandak. Vale lembrar que, no ano anterior, uma enchente nesse mesmo rio resultou na morte de nove pessoas e deixou 24 desaparecidas, além de ter causado a destruição de uma ponte que ligava o Nepal à China, interrompendo o comércio e o transporte por meses. Essa inundação anterior foi atribuída ao esvaziamento de um lago supraglacial no Tibete, conforme relatado por um órgão de monitoramento climático da região.