Até o fechamento desta matéria, Erika Hilton não havia se pronunciado sobre as ofensas feitas por Campopiano. A deputada, que conquistou 1.596.472 votos, se tornou a mulher mais votada para a Câmara dos Deputados na história do Brasil, superando recordes anteriores. Por sua vez, Eduarda Campopiano obteve 1.956.238 votos e foi apadrinhada pelo vereador e agora deputado federal Lucas Pavanato (PL).
Campopiano se descreve em sua biografia como "a maior inimiga das feministas de São Paulo", o que pode indicar uma postura combativa em relação a questões de gênero. Erika Hilton, que já ocupou uma vaga de vereadora em São Paulo, foi eleita deputada federal após integrar a Bancada Ativista na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
O clima de tensão em torno da reeleição de Hilton foi intensificado por uma ameaça de morte que ela recebeu no domingo (4/10), dia das eleições. O e-mail, que continha ofensas e ataques transfóbicos, foi enviado através do serviço Onion Mail, dificultando o rastreamento da origem. O autor da mensagem afirmou ter acesso a informações pessoais da deputada e fez ameaças diretas, incluindo um aviso de um "banho de sangue".
De acordo com a assessoria de Erika Hilton, a parlamentar registrou um boletim de ocorrência em decorrência da ameaça e teve que adiar sua ida ao local de votação para garantir sua segurança. Ela conseguiu votar apenas às 16h35, acompanhada de seguranças, após reforçar as medidas de proteção devido à situação alarmante que enfrentou.
Esses eventos refletem um cenário preocupante em relação à segurança e ao respeito às identidades de gênero, especialmente em um contexto eleitoral onde questões sociais e de direitos humanos são frequentemente debatidas.