Na edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, o Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou a demissão de Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo, do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF). A decisão foi tomada devido ao cometimento da infração disciplinar de abandono de cargo.
Em julho, a PF finalizou o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) referente ao ex-deputado. Eduardo Bolsonaro, que é escrivão concursado da corporação, havia sido notificado em 2 de janeiro para retornar ao trabalho. O ex-parlamentar estava licenciado para exercer seu mandato, mas foi cassado pela Câmara dos Deputados por faltas excessivas.
Com o término de seu mandato, a Polícia Federal exigiu que Eduardo retornasse imediatamente ao cargo. No entanto, o ex-deputado optou por permanecer nos Estados Unidos, não se apresentando para reassumir suas funções na PF.
A formalização da demissão e os detalhes do processo administrativo foram disponibilizados em um arquivo em PDF de 239 kB, acessível para consulta pública. A medida reflete as normas disciplinares da PF e a necessidade de cumprimento das obrigações funcionais por parte de seus servidores.
A situação de Eduardo Bolsonaro na Polícia Federal se torna mais um capítulo da sua trajetória política, marcada por controvérsias e desdobramentos legais desde sua atuação como deputado federal. A demissão ocorre em um contexto de mudanças na gestão pública e nas estruturas de poder no Brasil.