A deputada federal reeleita Erika Hilton, que representa o Psol de São Paulo, revelou a possibilidade de deixar seu partido e se juntar ao PT, sigla do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2027. Em uma entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo, publicada na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, ela abordou a insatisfação com a atual gestão do Psol e a alocação de recursos durante as campanhas eleitorais.
Hilton afirmou que ainda não iniciou conversas formais sobre a troca de partido, mas reconheceu ter sido contatada por outras siglas. “Eu acho que sim, acho que mudaria de partido se houver a necessidade, se não conseguir ter uma conversa tranquila, boa com o Psol para entendermos os próximos passos. Eu acho que é uma possibilidade”, declarou a deputada.
Apesar de ter conversado com representantes de outros partidos, Hilton destacou o PT como uma opção mais viável. “Eu acho que pode acontecer em 2027, mas eu não sei se acontecerá por conta de que ainda não fiz nenhuma conversa com o Psol nem avancei as minhas conversas com o próprio PT, mas acho que isso pode acontecer sim”, acrescentou.
A deputada também criticou a estratégia do Psol de priorizar o financiamento de candidaturas com baixo potencial eleitoral, o que resultou em “resultados muito ruins” nas últimas eleições. Ela frisou que o partido não conseguiu cumprir a cláusula de desempenho estabelecida para 2030.
Erika Hilton, no entanto, enfatizou que não há um rompimento dentro do Psol. Ela expressou a esperança de que o partido consiga corrigir os erros cometidos e seguir em frente. “Os erros que eu elenco são a não federação com o PT naquele momento, a redistribuição do fundo partidário, a não valorização de algumas candidaturas que tinham potenciais gigantes de votações expressivas no Estado de São Paulo e em outros estados do país”, afirmou.
A deputada reforçou que a falta de investimento em candidaturas promissoras comprometeu o fortalecimento do partido. “O baixo financiamento dessas candidaturas, de quadros importantes do nosso partido que poderiam nos ajudar e nos fortalecer enquanto campo político, enquanto partido político: esses são para mim os erros que elenco como sendo os mais sensíveis, no meu ponto de vista”, concluiu.