Em 2023, o governo dos Estados Unidos deu início a uma estratégia para se posicionar na vanguarda do mercado de computação quântica. Especialistas indicam que essa tecnologia, embora promissora, ainda está a pelo menos cinco anos de se tornar comercialmente viável. O setor já atrai a atenção de grandes empresas como Google, Amazon e Microsoft, que visam desenvolver soluções baseadas em um modelo de processamento que utiliza as leis da física quântica para resolver problemas complexos em tempo recorde.
Os computadores quânticos não têm a intenção de substituir dispositivos comuns, como smartphones e laptops, mas apresentam um enorme potencial em aplicações comerciais. Entre as áreas que podem se beneficiar estão o desenvolvimento de novos medicamentos, criação de materiais inovadores, além de setores estratégicos como defesa, aeroespacial e automotivo. A computação quântica está se consolidando como uma realidade nos Estados Unidos, com o surgimento de centenas de empresas dedicadas a essa tecnologia.
A tecnologia quântica abrange diversas áreas, como computação, comunicação e sensoriamento. Futuramente, pode ser empregada na detecção de desastres naturais, como secas, tsunamis e terremotos, além de facilitar a exploração de recursos como minerais, petróleo e gás. Enquanto isso, grandes empresas, startups e instituições acadêmicas estão se mobilizando para transformar a complexidade da computação quântica em produtos que possam ser comercializados.
O HRL Laboratories, localizado em Malibu, Califórnia, figura como um elemento central na estratégia dos EUA para garantir liderança no mercado de computação quântica. Este laboratório privado é reconhecido internacionalmente pelo desenvolvimento de qubits de spin em silício, que são fundamentais para o armazenamento e processamento de informações. A colaboração com a IBM inclui a criação de uma linha de fabricação de qubits em solo americano, como explica Thaddeus Ladd, um dos cientistas envolvidos no projeto.
Ladd revelou que, em setembro, a IBM e o HRL estabeleceram um cronograma para o desenvolvimento da tecnologia. Embora detalhes específicos não tenham sido divulgados, a intenção é iniciar a produção o mais rapidamente possível, embora a comercialização em larga escala ainda leve cerca de cinco anos para se concretizar. Ao ser questionado sobre a possibilidade de exportação, Ladd indicou que a pesquisa é protegida por controles de exportação, mas que o produto final será, sem dúvida, comercializado globalmente.
A expectativa é que a venda comercial e o acesso a computadores quânticos alcancem um público internacional, reforçando a intenção dos Estados Unidos de não apenas liderar o desenvolvimento tecnológico, mas também de participar ativamente do mercado global quando a demanda por essa tecnologia emergir.