O Ministério da Fazenda autorizou a União a conceder garantia a um financiamento de R$ 7 bilhões solicitado pelos Correios. A assinatura do despacho pelo ministro Dario Durigan ocorreu em 27 de outubro de 2026, e a publicação no Diário Oficial da União (DOU) saiu no dia seguinte, 28 de outubro de 2026. O ato abrange contratos de garantia e de contragarantia.
Os recursos serão aplicados no Plano de Reestruturação dos Correios 2025-2027. A operação será firmada com um consórcio de quatro instituições: Banco ABC Brasil S.A., Banco Citibank S.A., Deutsche Bank S.A. e Banco J.P. Morgan S.A. O financiamento tem prazo total de 15 anos, carência de 3 anos e taxa equivalente a 114,26% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).
O crédito é a segunda parcela de um PROGRAMA estimado em até R$ 20 bilhões para a recuperação operacional e financeira da estatal. A primeira etapa, de R$ 12 bilhões, foi contratada no fim de 2025 e serviu para dar liquidez imediata, renegociar dívidas em atraso e restabelecer o fluxo de caixa com fornecedores e credores.
Para o triênio 2025-2027, o plano divulgado pela empresa projeta redução de R$ 4,2 bilhões em despesas anuais, aumento de R$ 1,7 bilhão nas receitas operacionais e R$ 1,5 bilhão adicional com a venda de imóveis. O conjunto de medidas inclui um PDV (PROGRAMA de Demissão Voluntária), a reestruturação do plano de saúde dos empregados, a repactuação de passivos e a otimização da rede de agências.
Os Correios encerraram 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, o quarto resultado anual negativo consecutivo desde 2021. No primeiro semestre de 2026, o prejuízo líquido foi de R$ 5,55 bilhões, valor 30,36% superior ao do mesmo período de 2025, quando somou R$ 4,26 bilhões.