O AFROPUNK Experience desembarca em Recife pela primeira vez neste sábado (12), trazendo uma programação diversificada para a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O festival, que já passou por diversas cidades brasileiras e internacionais, conta com um lineup que inclui artistas renomados e talentos emergentes, como Lia de Itamaracá & Daúde, Ebony, Linn da Quebrada, Barbarize, Boneka e Marley no Beat.
A diretora de Negócios da IDW Company, Rose Sousa, destaca que a proposta da estreia em Pernambuco é dialogar com a produção local. "Sempre tem os artistas locais e a gente faz essa mistura de artistas de outras cidades", afirma. O evento busca integrar diferentes estilos musicais, mesclando a ciranda com o Manguebeat, além de incluir influências da música urbana e eletrônica.
Rose Sousa enfatiza a importância de dar voz à comunidade negra e garantir que os recursos financeiros do evento beneficiem essa população. A proposta é que a circulação do festival também alcance artistas e profissionais negros da cena recifense.
O festival AFROPUNK, que teve seu início nos anos 2000 nos Estados Unidos, visa valorizar e promover a cultura negra por meio de diversas expressões artísticas. Ao longo dos anos, o evento foi realizado em cidades como Nova York, Atlanta, Londres, Paris e Joanesburgo, e no Brasil já passou por lugares como Belém e São Luís. Rose explica que o objetivo é evitar a concentração do evento apenas no eixo Rio-São Paulo.
Em sua passagem por Pernambuco, o festival propõe um encontro entre tradição, ancestralidade e a produção contemporânea da cultura negra. A ciranda de Lia, Patrimônio Vivo de Pernambuco desde 2005, é um dos destaques, junto com a dupla de afropop Barbarize, formada por Bárbara Vitória (Babi) e YuriLumin, que representam a Comunidade do Bode, localizada no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife.
O lineup também conta com o produtor e beatmaker Marley no Beat, além de DJ Boneka e Linn da Quebrada, uma das principais vozes da representatividade LGBTQIAPN+. Rose Sousa menciona que a seleção dos artistas do festival reflete uma reflexão sobre as raízes dos gêneros musicais e a identidade cultural de Pernambuco.