A 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado teve início na sexta-feira (15) com a exibição de “O Último Azul”, do diretor pernambucano Gabriel Mascaro, premiado no Festival de Berlim. Em um gesto inédito, o tapete vermelho tradicional foi substituído por um tapete azul, em referência ao filme de abertura.
O ator Rodrigo Santoro foi homenageado com o Kikito de Cristal, prêmio que reconhece a trajetória de grandes nomes do cinema nacional e internacional. Visivelmente emocionado, Santoro dedicou o prêmio a todos que o acompanharam em sua jornada. “Esse Kikito celebra não apenas o meu trabalho, mas também o de todos que caminharam ao meu lado nessa jornada. São muitas emoções”, declarou.
Durante a exibição de um vídeo que repassou sua carreira, Santoro enfatizou a unidade de sua trajetória profissional. “Fronteiras são mais concretas na geografia. Nunca separei minha carreira no Brasil e a minha carreira internacional. Sempre foi uma jornada só, mas meu coração é absolutamente brasileiro.”
A programação de sábado (16) teve início com um debate sobre o filme “O Último Azul”. O longa-metragem retrata a história de Tereza, uma mulher de 77 anos que escapa de um exílio forçado em um Brasil distópico. Na trama, o governo transfere idosos para uma colônia habitacional na Amazônia, destinada aos seus “últimos anos de vida”. Rodrigo Santoro também faz parte do elenco.
A edição deste ano não conta com longas-metragens pernambucanos na Mostra Competitiva Brasileira. No entanto, o curta “As Musas”, de Rosa Fernan, representa Pernambuco entre os 12 títulos selecionados. O filme narra a história de Kelly, uma jovem empregada doméstica da periferia de Recife que sonha em se tornar cantora de brega.
A curadoria dos longas do festival é assinada pelo ator e diretor Caio Blat, pela atriz Camila Morgado e pelo jornalista, professor e crítico Marcos Santuario. A seleção de cineastas inclui nomes de diversos estados brasileiros.