O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou nesta quarta-feira (21.out.2026) que aceita abrir seu sigilo telefônico, mas impôs condições para que a medida seja efetivada. Durante evento em São Paulo, o senador afirmou que a abertura só ocorrerá se o ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, também divulgar os dados de seu telefone.
Flávio rebateu a proposta feita por Lula durante debate na Band, no domingo (18.out), e disse que o presidente não possui celular, o que tornaria o desafio inviável. "Ele fez um desafio fake para mim. O Lula nem tem celular, como ele vai abrir o sigilo telefônico dele? Eu não só vou aceitar o desafio, mas vou levar além. Ele precisa abrir o sigilo dos familiares e do Marcola", declarou. O senador acrescentou que Marcola seria responsável por atender ligações e abrir portas para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.
Além da exigência sobre Marcola, Flávio cobrou a abertura das contas do Instituto Lula e a divulgação dos gastos com cartões corporativos da Presidência. O senador também pediu os registros de visitas ao Palácio da Alvorada e a outros prédios oficiais do governo. "Minha vida é um livro aberto", afirmou durante o discurso.
Lulinha é investigado em três inquéritos pela Polícia Federal por tráfico de influência, e Marcola também foi citado nessas apurações. As declarações ocorreram na reta final da campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. A defesa de Lula encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral, na terça-feira (20.out), um pedido de abertura de sigilo, condicionado a uma ação recíproca por parte do senador.