A reportagem de Patrik Camporez aponta que Flávio e Willer realizaram ao menos cinco viagens internacionais no primeiro semestre de 2025 e mantêm laços comerciais, incluindo a troca de imóveis e jatinhos, além de parcerias em ações judiciais. Esses vínculos chamaram a atenção da Polícia Federal.
Flávio Bolsonaro havia se referido a Willer Tomaz como “meu amigo” durante a CPI da Covid, em 2021. Naquela ocasião, Willer afirmou que nunca negou a amizade com Flávio ou com outros senadores, tanto da oposição quanto da base governista.
As investigações da PF revelaram as viagens após a análise do celular e do e-mail de Willer, onde foram encontrados registros de voos, reservas e fotografias. Esses materiais foram apreendidos durante uma operação no escritório do advogado em Brasília no mês anterior.
Na África do Sul, Flávio, Weverton e Willer estavam acompanhados de familiares. A imagem identificada pelos investigadores mostra o trio com crianças em uma área de savana. Um quarto homem na foto foi reconhecido como Carlos Alberto de Sá, conhecido como Carlinhos, que foi mencionado no relatório final da CPI da Covid, que recomendou seu indiciamento por corrupção ativa e improbidade administrativa.
De acordo com a Polícia Federal, Weverton Rocha esteve envolvido nas negociações e reside em um imóvel registrado em nome da WT Administração de Imóveis e Bens S/A, empresa ligada a Willer Tomaz. A PF alega haver uma dissociação entre a titularidade formal e o domínio econômico dessa propriedade, avaliada em R$ 6 milhões.
Em resposta ao Poder360, a assessoria de Flávio Bolsonaro defendeu que a amizade entre as famílias é legítima e reafirmou que qualquer insinuação de irregularidade é infundada. O Poder360 também tentou contato com Weverton Rocha para obter sua declaração sobre as viagens, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem. O veículo continuará buscando contato com a equipe de Willer Tomaz para possíveis manifestações sobre o caso.