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Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques trocam mensagens tensas no WhatsApp

Em uma conversa no WhatsApp, o ministro Gilmar Mendes fez ameaças ao colega Kassio Nunes Marques, que decidiu bloqueá-lo no aplicativo. A situação ocorreu...

Após a troca de mensagens, o Poder360 tentou contato com a assessoria de Gilmar Mendes para uma possível manifestação sobre os diálogos, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem. Caso uma declaração seja enviada, o texto será atualizado.

Na terça-feira seguinte, 15 de setembro, Kassio Nunes Marques informou ao presidente do STF, Edson Fachin, e ao ministro André Mendonça que se considerava impedido de participar do julgamento que poderia abrir uma investigação contra Alexandre de MORAES. Nunes Marques alegou que, a 19 dias das eleições, sua posição como presidente do TSE poderia influenciar o cenário político-eleitoral.

A decisão do ministro coincide com a divulgação de mensagens do celular de Daniel VORCARO, que mencionam pagamentos mensais de R$ 500 mil por meio da Consult Inteligência Tributária, além de fazer referência ao filho de VORCARO, o advogado Kevin Marques. Durante a sessão, Nunes Marques negou que seu filho tenha prestado serviços ao Banco Master ou recebido valores da instituição, afirmando ter “absoluta isenção” em relação ao caso.

Na quarta-feira, 16 de setembro, a Polícia Federal identificou indícios de venda de influência envolvendo o deputado Cezinha de Madureira e mencionou Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Uma investigação envolvendo um ministro do Supremo necessitaria de autorização do plenário da Corte e deveria ser encaminhada à Presidência do Tribunal.

Gilmar Mendes também enfrenta um pedido de investigação por parte de Alexandre de MORAES, que alega abuso de autoridade e improbidade administrativa. O caso, inicialmente instaurado no inquérito das fake news, teve sua relatoria assumida pelo ministro Edson Fachin.

A disputa processual entre os ministros gerou uma série de liminares visando afastar Andrei Rodrigues da direção da PF. No entanto, Fachin decidiu que Rodrigues permanecerá no cargo até que uma análise mais detalhada sobre a situação seja realizada. O presidente do STF agendou uma nova sessão para discutir o caso em 23 de setembro.

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