O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, manifestou sua expectativa de que o Senado aprove a proposta de fim da escala 6×1 antes das eleições de 2026. Em declaração feita nesta terça-feira (25 de agosto de 2026), Boulos mencionou a possibilidade de a votação ocorrer na primeira semana de setembro, durante um esforço concentrado na Casa.
Boulos expressou “muita confiança” na aprovação da proposta, prevendo que o Senado possa repetir o sucesso obtido na Câmara, onde o texto foi aprovado com 461 votos a favor e apenas 19 contra. Durante sua fala na sessão da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o ministro afirmou: “Pode ser feito igual no Senado, eu tenho certeza de que vamos ter maioria, porque é um grito do trabalhador brasileiro”.
O ministro ressaltou que, caso a proposta do relator Omar Aziz, do PSD do Amazonas, seja votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) até a próxima segunda-feira (31 de agosto de 2026), haverá a possibilidade de levá-la ao plenário da Casa.
Boulos também associou a proposta de redução da jornada de trabalho ao combate à desigualdade social. Ele argumentou que a diminuição do tempo de trabalho permitirá um aumento na convivência familiar e no descanso dos trabalhadores. Para reforçar sua posição, o ministro citou dados sobre pobreza durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. Em 2022, 31,6% da população estava em situação de pobreza, um número que recuou para 23,1% em 2025.
Além disso, Boulos fez uma comparação entre os índices de inflação durante os dois governos. Ele destacou que a inflação acumulada no governo Bolsonaro foi de 27%, enquanto no governo Lula foi de 20%. Em relação aos alimentos, a inflação chegou a 59% no governo anterior e apenas 13% nos três primeiros anos do governo atual. O ministro criticou o senador Flávio Bolsonaro por suas declarações sobre o preço dos alimentos, alegando que isso ignora a realidade enfrentada pela população de baixa renda.
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) também foi mencionado por Boulos, que destacou a importância desse programa social. Ele informou que o número de beneficiários do BPC aumentou de 5,115 milhões para 6,385 milhões durante a gestão de Lula, representando um incremento de 1,270 milhão de pessoas atendidas por meio de ações de busca ativa.