RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Impactos do El Niño afetam crianças de forma alarmante, aponta Unicef

Um relatório da Unicef destaca que as crianças enfrentarão consequências severas devido ao fenômeno climático El Niño, com aumento da desnutrição e surtos de...

A Unicef divulgou um relatório nesta quinta-feira (8/10) que alerta para os efeitos desproporcionais que o fenômeno climático El Niño terá sobre as crianças. O estudo destaca que esse grupo etário está particularmente exposto ao agravamento da desnutrição aguda grave, surtos de cólera, dengue e malária, além da interrupção de serviços essenciais de saúde e da cadeia de frio para vacinas.

De acordo com a Unicef, as crianças, por estarem em fase de desenvolvimento, são mais vulneráveis a condições adversas como calor extremo, desidratação, fumaça, má nutrição e doenças que podem ser exacerbadas por alterações nas temperaturas e nos padrões de chuvas. O relatório enfatiza que as meninas serão as mais afetadas, enfrentando maior carga de trabalho doméstico, riscos elevados de abandono escolar, violência de gênero e casamento infantil. Durante a seca que se estendeu de 2020 a 2023 no Chifre da África, o casamento infantil aumentou em 119%.

No Brasil, o fenômeno traz riscos distintos nas regiões. No Sul, as previsões indicam chuvas intensas, inundações e surtos de doenças como dengue e cólera. Por outro lado, o Norte do país se prepara para enfrentar seca severa, calor extremo e um elevado risco de incêndios florestais.

Diante desse cenário, a Unicef destaca a urgência de agir antes que os impactos do El Niño se intensifiquem. As ações imediatas incluem a preparação para desastres, a prontidão para respostas e ações antecipatórias frente a extremos climáticos previsíveis, além da prestação de serviços diretos quando os sistemas governamentais estiverem sobrecarregados.

Entre as medidas recomendadas estão a revisão de planos de emergência nas escolas, a proteção de fontes de água, o fortalecimento de sistemas de alerta precoce, a capacitação de profissionais e unidades de saúde, o pré-posicionamento de medicamentos e insumos, a organização de mecanismos de proteção social e apoio financeiro, além da identificação de famílias e comunidades em situação de vulnerabilidade.

Danilo Moura, Especialista em Clima e Meio Ambiente da Unicef No Brasil, ressalta que esperar a ocorrência de desastres, como o fechamento de escolas ou a falta de acesso à água, para começar a agir é uma abordagem tardia. "Nós já sabemos que há um El Niño forte em curso e conhecemos os tipos de impacto que podem atingir diferentes regiões. Preparar os serviços agora custa menos, permite responder mais rápido e, principalmente, evita que a emergência climática se transforme em uma emergência para as crianças."

Siga-nos em nossas redes sociais Facebook, Twitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9155-5555.