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Irã responde a sanções dos EUA e ameaça países que colaborarem

O Irã desafiou os Estados Unidos diante de novas sanções econômicas, alertando sobre consequências para países que se unirem às medidas. O governo de...

Na última segunda-feira (24), o Irã desafiou as ameaças dos Estados Unidos, que buscam intensificar a pressão econômica sobre o país. O governo iraniano alertou que nações que se juntarem à campanha de sanções de Washington poderão enfrentar repercussões. O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou em suas redes sociais que a República Islâmica "está em colapso", momentos antes do anúncio de novas medidas contra Teerã.

No dia anterior, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, publicou um artigo no Financial Times, onde destacou que os Estados Unidos estavam implementando "a maior ofensiva financeira já organizada contra um adversário", chamando essa iniciativa de "Dia D econômico". Bessent deve fornecer detalhes sobre as sanções em breve, afirmando que as ações eram resultado do desmantelamento das capacidades militares do Irã e da destruição de quase 100% de suas fábricas militares, além do suposto sepultamento do programa nuclear iraniano.

Em resposta, o vice-chanceler Kazem Gharibabadi refutou a narrativa apresentada pelos EUA, questionando a veracidade das afirmações de que o poder militar iraniano foi efetivamente desmantelado. Ele argumentou que a mobilização de todas as instituições e poderes de Washington para agir contra o Irã é um sinal de derrota e não de vitória.

O Ministério das Relações Exteriores também se manifestou, alertando outros países sobre as consequências de se juntarem à campanha econômica dos EUA. O porta-voz Esmail Baghaei enfatizou que qualquer colaboração com as ações agressivas dos Estados Unidos contra o Irã resultará em consequências para os envolvidos.

Adicionalmente, o Irã anunciou que ampliou a lista de 45 embarcações proibidas, que inclui navios que realizam transferências de carga de navio para navio com os petroleiros listados. A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico orientou os proprietários de cargas a consultar uma lista atualizada das embarcações irregulares e indicou que navios que desejam ser removidos da lista devem solicitar autorização às autoridades marítimas do Irã.

A reabertura do estreito de Hormuz é uma prioridade para os EUA, mas Teerã reafirma que manterá o estreito fechado enquanto Washington não suspender o bloqueio naval aos portos iranianos, eliminar as sanções sobre o petróleo e descongelar os ativos iranianos no exterior.

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