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Itamaraty condena falas de Milei e vê ingerência externa nas eleições brasileiras

Ministério classificou como inaceitável a tentativa de interferência do presidente argentino no processo democrático brasileiro e rebateu críticas ao voto eletrônico....

O Itamaraty classificou nesta terça-feira (20.out.2026) as declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, sobre as eleições brasileiras como uma nova e inaceitável tentativa de ingerência externa no processo democrático brasileiro. O argentino criticou o sistema de voto brasileiro e chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ladrão.

Em nota, o ministério afirmou que as manifestações de Milei são incompatíveis com a postura esperada de um chefe de Estado de um país amigo. O órgão declarou ainda que o argentino repete mentiras difundidas por aqueles que perderam as eleições e protagonizaram o golpe militar fracassado, há quatro anos, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.

Segundo o Itamaraty, o voto eletrônico nunca registrou irregularidades e observadores eleitorais de todo o mundo já atestaram sua segurança no primeiro turno das eleições. A nota ressaltou que a decisão sobre o futuro do Brasil cabe exclusivamente ao povo brasileiro, que se manifestará livremente nas urnas, sem qualquer tipo de ingerência externa, no domingo, dia 25.

As falas de Milei ocorreram em seu perfil no X, onde republicou um vídeo que associava uma declaração de Lula ao machismo e, em publicação anterior, chamou o petista de autoritário. Em uma das mensagens, afirmou: 'Depois, saem por aí acusando todos os seus oponentes de serem misóginos… a verdadeira face deles está aparecendo, esses criminosos… Espero que o último truque sujo da campanha deles não inclua roubar a eleição… esquerdista ladrão'.

A crise diplomática entre os dois países se intensificou após Milei declarar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro e ofender Lula. Em agosto, o governo brasileiro comunicou que o então embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, permaneceria no Brasil até que Javier Milei parasse de ofender autoridades nacionais. Posteriormente, o embaixador argentino em Brasília, Daniel Raimondi, foi liberado para retornar ao país natal.

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