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Janones vira fenômeno nas redes e vira trunfo da campanha de Lula

Deputado André Janones ganhou projeção na campanha de Lula, chegou a 5 milhões de seguidores e viu Flávio Bolsonaro liderar a corrida presidencial....

A uma semana do segundo turno, o deputado federal André Janones se tornou um dos nomes mais repetidos nas redes sociais. Ele furou a bolha e virou peça central da campanha de Lula, comandada por Sidônio Palmeira e uma equipe de marqueteiros.

No início do ano, Lula apostava em uma vitória tranquila, com Rodrigo Pacheco em Minas, Eduardo Paes no Rio e Fernando Haddad em São Paulo formando palanques. Janones discordava: para ele, a esquerda estava cega e Flávio Bolsonaro era o adversário mais duro da direita. As urnas deram razão a ele. No dia 4 de outubro, Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.

A história de Janones começou em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. Ele andava seis quilômetros para estudar e trabalhou como cobrador de ônibus para pagar a faculdade de Direito. "Eu conhecia a fome. Deixou traumas? Deixou", lembra. Ele credita o que conquistou aos programas sociais dos governos Lula. Formado, atendia de graça quem precisava de cirurgia e fazia barulho quando a Justiça demorava. Em 2018, foi eleito deputado federal pelo Avante com 178 mil votos.

Em 2022, desistiu da candidatura à presidência para apoiar Lula e se reelegeu com quase 239 mil votos, o segundo mais votado de Minas. No fim de 2025, escolheu a Rede para ter mais voz, virou líder do partido e ganhou assento na reunião de líderes da Câmara, ao lado de Hugo Motta, Doutor Luizinho, Isnaldo Bulhões, Pedro Uczai e Sóstenes Cavalcante. Em julho de 2025, xingou Nikolas Ferreira no plenário e chamou bolsonaristas de "capachos" e "vira-latas"; a Mesa da Câmara pediu seis meses de suspensão e o Conselho de Ética aprovou três.

Flávio Bolsonaro pediu ao TSE a derrubada do canal de Janones. Em 11 de outubro, o presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, mandou suspendê-lo, mas o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal, e a análise técnica do TSE apontou ausência de notícias falsas específicas. O Exército do Lula passou de 5 milhões de seguidores. Nas pesquisas Quaest e Datafolha, Flávio aparece com 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula, diferença dentro da margem de erro. Reeleito para o terceiro mandato, Janones teve 78.780 votos, um terço do que teve em 2022.

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