O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), anunciou, neste domingo (20), um investimento de R$ 100 milhões no Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco Governador Miguel Arraes (Lafepe) para a produção de substâncias utilizadas em canetas emagrecedoras. A proposta foi revelada em um evento ao lado da candidata ao Senado, Marília Arraas (PDT), que defende a inclusão desse tipo de medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS) e sua distribuição pela Farmácia Popular.
A iniciativa surge após o anúncio do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, na quinta-feira (17), declarou a intenção do governo de disponibilizar as canetas gratuitamente na rede pública. Após essa declaração, João Campos reforçou o apoio à proposta e acrescentou a construção de uma nova planta no Lafepe, que permitirá a produção local do medicamento em Pernambuco.
"Marília já vinha trazendo essa ideia e o presidente Lula apresentou. Qual é a novidade? Nós vamos produzir a substância no Lafepe, aqui em Pernambuco, para garantir essa ação ao povo de Pernambuco que tem essas comorbidades", afirmou João Campos. O candidato destacou que a nova estrutura será um investimento significativo e atenderá pessoas com obesidade, diabetes e outras condições que demandam indicação médica.
Além disso, João Campos mencionou a possibilidade de que, caso a capacidade de produção do Lafepe permita, o laboratório possa fornecer os medicamentos para outros estados. "Uma nova planta de R$ 100 milhões vai ser construída para isso e, quem sabe, a gente também possa ajudar outros estados a fornecer a partir daqui", declarou.
Marília Arraas, por sua vez, afirmou que, se eleita, buscará recursos no Senado para financiar o projeto do Lafepe. "Nosso mandato vai disponibilizar os recursos para isso e Pernambuco vai voltar a ser protagonista na produção desses medicamentos de ponta com o Lafepe", garantiu.
Entretanto, o governo federal ainda está definindo as regras para a incorporação dos medicamentos ao SUS. O Ministério da Saúde realiza estudos com pacientes obesos e precisa estabelecer um protocolo clínico que defina quais pacientes poderão receber o tratamento e em quais condições. Além disso, o governo está incentivando a produção nacional dos medicamentos.