No último domingo (11/10), a Justiça Eleitoral publicou uma decisão que resultou na remoção de um canal associado a Janones, que contava com aproximadamente 3,3 milhões de seguidores. Flávio Bolsonaro, em sua acusação, destacou que o canal estava promovendo desinformação coordenada na fase final da campanha do segundo turno das eleições de 2026.
A campanha do presidenciável alegou que o canal instruía seus membros a se comportarem "como robôs", multiplicando informações cuja falsidade já havia sido reconhecida pelas autoridades eleitorais. Essa estratégia, conforme a avaliação de Flávio Bolsonaro, visava influenciar indevidamente a opinião pública na reta final do pleito.
O ministro Nunes Marques, responsável pela decisão, argumentou que a adoção de ordens pontuais para a remoção de mensagens já não era suficiente para conter a situação. Em suas palavras, "a liberdade de expressão não é salvo-conduto para o ilícito eleitoral", enfatizando a importância da paridade entre os candidatos durante o processo eleitoral.
Nunes Marques também ressaltou que a transformação de uma ferramenta de comunicação em um meio de disseminação de desinformação em massa nas vésperas das eleições compromete a integridade do pleito. A medida reflete uma preocupação crescente com a propagação de informações falsas, especialmente em períodos críticos como as eleições.
A decisão de Nunes Marques, portanto, busca não apenas coibir práticas desleais, mas também assegurar que o ambiente eleitoral permaneça justo e equilibrado, sem a influência de dados falsos que possam distorcer a realidade para os eleitores.