No programa eleitoral veiculado no último domingo (27.set.2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfatizou que os eleitores não precisam "fazer o L" ou "vestir vermelho" para acreditar nas potencialidades do Brasil. Essa abordagem visa atrair aqueles que não se identificam diretamente com o petismo, especialmente na reta final do primeiro turno da eleição.
A peça de 5 minutos e 30 segundos apresenta jovens como interlocutores que fazem perguntas ao presidente sobre questões cotidianas. As respostas de Lula são utilizadas para introduzir propostas que podem ser implementadas em um eventual novo mandato, buscando conectar as medidas ao cotidiano de quem trabalha e estuda.
Ao final do programa, Lula tenta deslocar a identificação do voto para além dos símbolos tradicionais do PT. "O que realmente importa é o futuro das famílias brasileiras. Você não precisa fazer o L, não precisa vestir vermelho, só precisa acreditar que o Brasil pode ir mais longe", declarou.
Um dos eixos centrais do programa é o custo de vida. Durante a interação, Alícia, uma jovem trabalhadora CLT, questionou sobre a proposta de fim da jornada de trabalho de 6 X 1. Lula defendeu a implementação de dois dias de descanso por semana sem redução salarial, argumentando que isso proporcionaria mais tempo para descanso, convivência familiar e estudo, embora a proposta dependa de aprovação no Congresso.
Outra jovem, Fernanda, abordou a questão da evasão escolar. Lula se comprometeu com a universalização do programa Pé-de-Meia para estudantes do ensino médio e a ampliação das escolas de tempo integral. A propaganda também inclui a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000, além da taxação dos super-ricos, e a criação de uma cesta básica sem impostos para aliviar o peso dos alimentos no orçamento das famílias.
A campanha também faz uma crítica ao candidato Flávio Bolsonaro (PL). No início da peça, é reproduzido um trecho do editorial do jornal O Estado de S. Paulo que menciona as ligações de Bolsonaro com milícias, além de citar o envio de R$ 200 mil em recursos públicos a um projeto vinculado a Robson Calixto, miliciano condenado pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco. O slogan "Falar é Flávio, fazer é Lula" também foi apresentado na propaganda.