Em um ato eleitoral realizado no Recife (PE) na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que "votar na família Bolsonaro é votar no Vorcaro". A afirmação faz alusão à ligação entre Flávio Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que está envolvido no financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro (PL).
Lula enfatizou que a escolha por integrantes da família Bolsonaro significaria a volta de grupos associados a Vorcaro, argumentando que isso não pode ser permitido. "Votar no Bolsonaro é votar na quadrilha que assaltou a Previdência Social", afirmou o presidente, reforçando seu ponto de vista sobre os riscos de uma eventual vitória da oposição.
O discurso de Lula também abordou a relação da família Bolsonaro com Donald Trump, do Partido Republicano. "Votar no Bolsonaro é votar no cara que vai dormir enrolado na bandeira americana, porque eles são traidores", declarou. O presidente pediu aos eleitores que tragam a verdade ao debate eleitoral nos próximos dias.
Documentos da Polícia Federal, divulgados em setembro, indicam que Flávio Bolsonaro era um "interlocutor direto" de Vorcaro nas negociações para o financiamento do filme Dark Horse. O relatório da PF aponta para cobranças de pagamentos e reuniões presenciais entre os envolvidos. Em janeiro de 2025, Vorcaro destacou que o pagamento relacionado à produção cinematográfica era sua prioridade.
Em maio de 2025, Flávio confirmou a negociação com Vorcaro e enfrentou complicações após a divulgação de um áudio onde pede dinheiro ao banqueiro. O Banco Master transferiu R$ 2,3 milhões para a empresa Entre Investimentos, que foi utilizada para o financiamento do filme, conforme dados do Imposto de Renda de 2025. Além disso, informações do Intercept Brasil revelaram que Vorcaro teria repassado US$ 10,6 milhões, o que equivale a cerca de R$ 61 milhões na cotação da época.
O relatório da Polícia Federal também revelou a participação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio, na administração dos recursos enviados por Vorcaro para o filme nos Estados Unidos, onde orientava a gestão do dinheiro. Em setembro, o ministro Edson Fachin autorizou a liberação de documentos referentes à investigação do Banco Master, e relatórios do ministro André Mendonça mostraram as tratativas entre Flávio e Vorcaro.