O presidente criticou a postura da cúpula da Justiça Eleitoral, enfatizando que o presidente da Suprema Corte Eleitoral deve ser neutro na política. "O lado dele tem que ser o lado da igualdade de comportamento, da igualdade de procedimento", declarou.
Essas observações surgem em resposta a decisões judiciais que envolvem o canal "Exército do Lula", criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para disseminar conteúdos a favor da candidatura de Lula e contrários ao senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário no segundo turno da eleição presidencial. No domingo (11.out), Nunes Marques havia determinado a suspensão do canal, que contava com 3,3 milhões de inscritos, até a homologação do resultado do segundo turno, acatando um pedido da campanha de Flávio, que alegou que a página disseminava informações falsas.
No entanto, horas depois, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a ordem de retirada, permitindo a retomada das publicações e a entrada de novos seguidores, mas impôs restrições quanto à divulgação de conteúdos já reconhecidos como ilegais pela Justiça Eleitoral. O caso será examinado pelo plenário do TSE, que convocou as campanhas de Lula e Flávio para uma reunião nesta terça-feira (13.out).
Lula ainda solicitou que a Justiça Eleitoral indicasse as supostas irregularidades atribuídas à sua campanha, enfatizando que existem tentativas de desrespeitar a religião dos outros.
Durante o evento no Palácio da Alvorada, estiveram presentes a primeira-dama, Janja Lula da Silva, e outros representantes do governo, como Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social, e Camilo Santana, ex-ministro da Educação. Além deles, figuras como Rafael Fonteles, governador do Piauí, e Margareth Menezes, ministra da Cultura, também compareceram. Militantes do MTST e crianças estavam no local, onde a celebração contou com música ao vivo e manifestações de apoio a Lula.
A cerimônia ocorreu no contexto da campanha do segundo turno, em meio a rumores sobre uma possível proposta de Flávio Bolsonaro de retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, o que não possui evidências. O TSE havia determinado a remoção de publicações que espalhavam informações falsas sobre esse tema.