O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em evento realizado na quarta-feira (7.out.2026), ressaltou a importância das igrejas evangélicas na promoção de esperança entre os pobres, ao associar a fé a promessas de emprego e prosperidade. A declaração ocorreu durante uma plenária com jovens congressistas do PT, em Brasília, e faz parte da estratégia da campanha para aumentar a presença de Lula nas redes sociais.
Lula ilustrou a experiência de uma pessoa que, ao buscar respostas para suas dificuldades financeiras, se dirige a uma igreja evangélica. Ele destacou que a mensagem de prosperidade pode devolver a esperança ao fiel. "O cara fala: ‘Porra, finalmente encontrei alguém que me dá um ânimo aqui. Eu posso ser alguma coisa’", relatou o presidente.
Essa fala não estava prevista para ser divulgada publicamente, e a transmissão do discurso foi interrompida pelo PT após o início da fala de Lula, limitando o acesso da imprensa ao conteúdo completo do evento. O presidente também comentou sobre o que uma pessoa poderia ouvir ao procurar a esquerda para expressar suas queixas financeiras, mencionando que a resposta poderia ser a necessidade de "derrubar o capitalismo" e lutar pelo socialismo. "Porra, eu fui lá reclamar que eu tô fodido, o cara quer que eu faça uma revolução?", questionou Lula, referindo-se à possível reação do eleitor.
Além disso, Lula mencionou sua vivência na Igreja Católica, onde o fiel poderia escutar que Deus ama os pobres e que a recompensa viria no “reino do céu”. Em contraste, ele apresentou a mensagem que, segundo ele, é comum nas igrejas evangélicas: "Quem é o culpado? O culpado é Satanás. Não tem dúvida, o culpado é Satanás. Quem é a solução? É Jesus", afirmou.
O presidente enfatizou que a mensagem evangélica também traz a promessa de prosperidade, afirmando: "É falar: ‘Nada de miséria, nada de choradeira. Você vai ter emprego amanhã, cê vai ganhar bem amanhã, você vai poder comprar uma casa’". Para Lula, essa abordagem é mais eficaz ao atingir uma população que busca melhorias concretas em suas vidas.
Outro ponto abordado por Lula foi a necessidade de a esquerda reformular sua comunicação com eleitores que, embora simpatizem com suas ideias, se encontram desmotivados. Ele questionou: "Essa palavra mágica, o que que a gente pode falar pra despertar na cabeça das pessoas que muitas vezes gosta de nós, muitas vezes não gosta da extrema-direita, mas que tá desanimada?".