O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou neste sábado (24.out.2026) que jamais imaginou disputar uma eleição contra um miliciano. A afirmação foi feita a jornalistas em São Paulo, durante o último ato de campanha antes do segundo turno das eleições de 2026.
Antes de iniciar uma caminhada na avenida Paulista, Lula disse que, após participar de tantas campanhas e conversar com líderes de diversos países, nunca pensou que enfrentaria alguém que descreveu como mentiroso, miliciano e desqualificado. O presidente não citou nominalmente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas fez várias referências críticas ao adversário, afirmando que ele não tem compromisso com a verdade e mente com desfaçatez.
Lula também mencionou o caso da menina Ana Clara, de 5 anos, morta por disparo de arma de fogo em Niterói (RJ). O policial militar Bruno Dias Delaroli foi denunciado por homicídio. Segundo o relato do presidente, em 2024 Flávio Bolsonaro recorreu ao STJ para tentar impedir que o policial fosse a júri popular, mas o recurso foi rejeitado. O julgamento, inicialmente marcado para 21 de outubro de 2026, foi adiado para 5 de maio de 2027. Lula afirmou que a sociedade brasileira não aceitará alguém que, na sua avaliação, não tem sensibilidade com a morte de uma criança e que ajudaria quem matou a menina a não ser preso.
O ato na avenida Paulista repete o formato do encerramento da campanha no primeiro turno. Acompanharam o presidente a primeira-dama Janja da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a ex-ministra Simone Tebet (PSB), a ex-ministra Marina Silva (Rede), o ministro da Secretaria Geral Guilherme Boulos, o ex-ministro Fernando Haddad, o ministro do Empreendedorismo Paulo Pereira e o ex-ministro Márcio França.