Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e FLÁVIO Bolsonaro (PL) se destacam nas pesquisas eleitorais e apresentam propostas distintas voltadas para o equilíbrio das contas públicas. Economistas têm apontado que, apesar de suas intenções, os planos de governo de ambos possuem lacunas que podem comprometer a eficácia no enfrentamento da dívida pública.
Lula propõe a continuidade do arcabouço fiscal e ajustes na arrecadação. No entanto, essa abordagem já se mostrou ineficaz durante seu terceiro mandato, com a dívida bruta alcançando 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em julho de 2023, um aumento de 10,8 pontos percentuais desde o início de seu governo. O presidente acredita que o novo arcabouço é capaz de controlar o crescimento das despesas, assegurando, ao mesmo tempo, a recomposição dos gastos sociais.
Entretanto, a credibilidade do arcabouço fiscal é questionada, uma vez que o governo tem ampliado o espaço para despesas que fogem aos limites estabelecidos. O economista Bruno Perri, da Forum Investimentos, critica a postura do governo, afirmando que não se reconhece o problema relacionado ao aumento dos gastos, alegando que as consequências do desrespeito às regras fiscais não são claras.
Para Lula, a melhora nas contas públicas está atrelada a fatores como crescimento econômico, controle da despesa primária, EFICIÊNCIA dos gastos e aumento da arrecadação. Os recursos serão direcionados para programas de proteção social, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de investimentos públicos que visam manter o Estado como agente indutor do desenvolvimento.
Por sua vez, FLÁVIO Bolsonaro busca implementar uma nova regra fiscal, além de realizar cortes na máquina pública. Todavia, seu plano não esclarece o montante que poderá ser economizado. Entre suas promessas estão o aumento de investimentos em segurança pública e a redução de impostos, aspectos que geram incertezas sobre a eficácia de suas medidas.
A proposta de FLÁVIO inclui a revisão da reforma tributária sobre o consumo, a diminuição do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e a desoneração de investimentos e exportações, com a intenção de permitir a redução da carga tributária sem elevar o endividamento público. Contudo, essa perspectiva é vista como otimista por analistas, que a consideram irrealista no atual cenário econômico.