O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou pela primeira vez sobre a crise atual do Supremo Tribunal Federal (STF). Lula afirmou que o Brasil “não pode ficar refém de vazamentos seletivos”, classificou o escândalo do Banco Master como “o maior roubo da história” do país e defendeu a adoção de um código de ética para o Judiciário.
O pronunciamento se deu em um vídeo compartilhado nas redes sociais na noite desta quinta-feira (3). “O escândalo do Banco Master é o maior roubo da história do Brasil. Roubaram milhões de pessoas de muitos estados e municípios. O banqueiro, líder do esquema, tem relações com muita gente poderosa. E foi no meu governo que ele foi preso e seu banco fechado. Há suspeita de políticos e agentes públicos envolvidos. Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos”, disse Lula.
“Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República liderem um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações. Como presidente da Republica, acredito que só agindo com firmeza e transparência vamos garantir que as instituições sejam respeitadas pela sociedade brasileira”, afirmou.
A fala do presidente Lula aconteceu minutos após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, encaminhar ao presidente da Corte, Edson Fachin, um pedido para que seja investigada a atuação do ministro André Mendonça na condução de inquéritos relacionados às operações Sem Desconto e Compliance Zero.
Na petição, Moraes afirma haver “fortes indícios” da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos por parte de Mendonça no exercício da relatoria das investigações. O caso foi enviado a Fachin, a quem caberá definir o encaminhamento institucional do pedido.
Por Diário de Pernambuco