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Mercado financeiro reage com alta do dólar e queda da Bolsa após resultados eleitorais

O dólar apresenta alta nesta quarta-feira (7), enquanto a Bolsa de Valores registra queda, em resposta à correção após o entusiasmo gerado pelos resultados...

O dólar registrou alta nesta quarta-feira (7), em um movimento de correção após quedas significativas nos pregões anteriores, que ocorreram sob a influência da euforia relacionada aos resultados do primeiro turno das eleições. Às 14h15, a moeda americana subia 0,31%, cotada a R$ 4,992.

No mesmo intervalo, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a outras seis moedas fortes, avançava 0,46%. Em contrapartida, a Bolsa de Valores recuava 0,24%, alcançando 205.330 pontos, em uma movimentação mais contida se comparada ao que se observa no exterior. Os índices S&P 500, Nasdaq e Dow Jones, nos Estados Unidos, apresentavam quedas de 0,35%, 0,38% e 0,59%, respectivamente.

A valorização do dólar é influenciada pelo clima global de aversão ao risco. O petróleo Brent, referência mundial, também recuava 0,19%, sendo negociado a US$ 100,42, após ter atingido uma máxima de US$ 102,59, alta de 2%, e permanecia em alta durante boa parte da sessão.

A escalada do conflito no Iémen, com ataques dos Houthis ao Aeroporto Internacional de Áden, intensificou as tensões na região. Um dos mísseis lançados pelo grupo alinhado ao Irã caiu próximo à pista de pouso, forçando o desvio de um voo proveniente do Cairo para Jidá. A situação no estreito de Bab el-Mandeb, uma rota estratégica para o transporte de petróleo, se torna cada vez mais crítica.

Além disso, uma declaração de um assessor da Guarda Revolucionária iraniana indicou que rotas de trânsito no estreito de Hormuz, consideradas ilegais pelo Irã, serão bloqueadas em breve. Esses desenvolvimentos internacionais estão contribuindo para o aumento das preocupações com a inflação, fortalecendo o dólar e pressionando os rendimentos dos Treasuries, que chegaram a 5,3475%, o maior nível desde fevereiro de 2002.

A elevação das taxas de juros nos EUA impacta diretamente os ativos dos mercados emergentes, levando investidores a preferirem aplicações mais seguras, como o dólar e os títulos do governo norte-americano. A expectativa em torno do cenário econômico interno também é influenciada pelas eleições.

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