Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, anunciou sua retirada da candidatura ao cargo de secretária-geral das Nações Unidas. O comunicado foi feito em um vídeo divulgado no sábado (19.set.2026) por meio de suas redes sociais.
No início da gravação, Bachelet declarou: "Hoje, anuncio que decidi não continuar com a minha candidatura a secretária-geral das Nações Unidas." Ela também enfatizou que não se arrepende de ter aceitado o desafio, destacando a importância de que a próxima pessoa a ocupar a posição seja uma mulher da América Latina.
A desistência de Bachelet encerra sua tentativa de se tornar a primeira mulher a liderar a ONU, que existe há 80 anos. Sua indicação foi feita pelo ex-presidente chileno Gabriel Boric, com apoio formal de Brasil e México, em fevereiro deste ano.
No vídeo, a ex-presidente agradeceu ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e à presidente do México, Claudia Sheinbaum, por seu apoio desde o início da candidatura. "Agradeço especialmente ao presidente do Brasil e à presidente do México, que apoiaram esta candidatura desde o 1º dia com generosidade e convicção", afirmou.
A decisão de Bachelet ocorreu após a divulgação, na sexta-feira (18.set), do resultado da terceira pesquisa informal de intenções de voto pelo Conselho de Segurança. Nesta pesquisa, Bachelet obteve apenas um voto favorável, 11 contrários e 3 sem posição, uma queda significativa em relação aos 6 votos favoráveis registrados em julho e aos 2 de agosto.
A retirada do apoio do Chile, em razão do posicionamento do atual presidente José Antonio Kast, do Partido Republicano, também foi um fator que contribuiu para o enfraquecimento da candidatura de Bachelet. Com sua desistência, a costarriquenha Rebeca Grynspan, atual chefe da agência de comércio e desenvolvimento da ONU, surge como uma das favoritas na disputa.