Após seu afastamento em janeiro de 2025, quando não se candidatou à reeleição nas eleições de 2024, Leite, que foi vereador por sete mandatos e presidiu a Câmara por seis anos, ainda mantém presença ativa na política local. Embora tenha sido criado um novo grupo, denominado "oficial", onde Leite não está presente, o primeiro grupo que ele administra tem interações mais esporádicas em comparação ao novo, que possui 65 integrantes.
Vereadores comentam que a situação dos grupos é caótica, com ambos não contendo estritamente os 55 vereadores. A influência de Milton Leite no Legislativo municipal se faz sentir, especialmente na disputa pela presidência da Câmara no último ano, onde tentou emplacar seu sucessor, Silvão Leite, sem sucesso.
Além de Silvão, outro político ligado a Leite é Silvinho Leite, que também se elegeu utilizando o sobrenome familiar e já ocupou cargos de assessoramento durante os mandatos de Milton.
A Operação Vectura Corrupta, realizada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, visa desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e empresas de transporte público. A operação inclui 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão, com Milton Leite sendo um dos principais alvos.
Esta ação é um desdobramento de uma operação anterior, chamada Decúrio, que ocorreu em agosto de 2024. As autoridades estão investigando o envolvimento de empresas de transporte em atividades ilícitas, e a defesa de um dos envolvidos, Levi dos Santos Oliveira, manifestou surpresa com a prisão, aguardando acesso aos autos do processo.
A Prefeitura de São Paulo, em nota, enfatizou que a intervenção na empresa Transwolff, em abril de 2024, foi uma medida de proteção ao sistema de transporte municipal. Também foi mencionada a intervenção na UPBus, realizada sem solicitação judicial.