O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, afirmou na terça-feira (15.set.2026) que seu filho, o advogado Kevin Marques, não teve qualquer vínculo profissional ou financeiro com o Banco Master. A declaração foi feita durante uma sessão que discutia o relatório da Polícia Federal sobre as relações entre Alexandre de MORAES e Daniel VORCARO, fundador do banco.
Nunes Marques, ao se declarar IMPEDIDO de participar do julgamento, pediu a palavra no plenário para esclarecer a situação. Sua manifestação surgiu após a divulgação de mensagens extraídas do celular de VORCARO que mencionavam um suposto pagamento de R$ 500 mil ao filho do ministro. "Eu nunca julguei nenhum processo relacionado ao Master. Meu filho nunca prestou nenhum serviço ao banco e nunca foi remunerado pelo banco", afirmou o ministro, reforçando sua isenção no caso.
O ministro também destacou que nunca manteve conversas com o fundador do Banco Master. "Não há registro de nenhuma mensagem minha com Daniel VORCARO. Isso já esclarecendo alguns pontos", DECLAROU Nunes Marques.
Justificando sua decisão de não participar do julgamento, Nunes Marques ressaltou que o caso VORCARO-MORAES pode ter implicações eleitorais significativas, especialmente na escolha do novo presidente da República, uma vez que ele preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele considerou impróprio participar do julgamento e, em seguida, deixou o plenário.
Outra questão mencionada por Nunes Marques, ainda que de maneira secundária, foi o vazamento de mensagens do celular de VORCARO, apreendido pela Polícia Federal. Essas mensagens continham informações que poderiam ser vistas como desfavoráveis ao magistrado. A revelação foi feita por jornalistas que destacaram um pagamento em uma mensagem enviada a VORCARO às 10h41 do dia 4 de julho, entre outras informações.
A investigação em torno do Banco Master envolve não apenas Nunes Marques, mas também um pedido de investigação contra o ministro André Mendonça, solicitado por Alexandre de MORAES, por abuso de autoridade e improbidade administrativa. O caso, inicialmente parte do inquérito das fake news, teve sua relatoria transferida para o ministro Edson Fachin.