A Marcha pelo Clima, realizada no Eixão Sul Em Brasília, atraiu manifestantes neste domingo, 20 de setembro de 2026, em um ato que contou com a participação de movimentos sociais, organizações socioambientais e representantes de partidos políticos. O evento teve como objetivo promover políticas voltadas para o enfrentamento das mudanças climáticas e se insere em uma série de mobilizações programadas para o mesmo dia em diversas cidades brasileiras.
Os organizadores da manifestação informaram que a concentração começou às 10h, na 102 Sul, e o movimento Jovens pelo Clima destacou que a marcha foi confirmada em mais de 16 cidades. Inicialmente, às 10h, o Poder360 registrou a presença de cerca de 120 pessoas, mas o número aumentou ao longo da manhã, embora não tenha atingido grandes multidões. Durante o ato, ciclistas de direita passaram pela área gritando “Fora Lula”, enquanto os manifestantes entoavam frases como “Fora Trump da América Latina e fora Israel das terras palestinas”.
Entre os participantes estavam representantes de diversas organizações, como a Rede Cerrado, além de grupos voltados para a pauta climática e integrantes de partidos como Rede, Psol, PSB e PT. O evento também contou com a presença de movimentos como o MBA (Movimento dos Atingidos por Barragens), MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) e a Sociedade Vegetariana Brasileira.
A secretária executiva da Rede Cerrado, Ingrid Silveira, enfatizou a importância de inserir a pauta climática no debate eleitoral. Com 34 anos de atuação na defesa do bioma e dos direitos de povos e comunidades tradicionais, a entidade lançou a campanha “Vote pelo Cerrado”, que inclui uma carta-compromisso para candidatos a cargos estaduais e federais. O documento apresenta oito compromissos relacionados à agenda socioambiental.
Silveira observou que a proposta busca acompanhar o cumprimento dos compromissos pelos candidatos que assinarem a carta após as eleições. “A gente quer compromisso verdadeiro. Compromisso com essa pauta tão urgente que é o Cerrado”, destacou.
A secretária também ressaltou a relevância do Cerrado para a segurança hídrica do Brasil, descrevendo o bioma como “o coração das águas”. A presença de partidos e movimentos de diferentes vertentes na manifestação não significou uma organização exclusiva de uma única legenda, com a maioria dos participantes representando partidos de esquerda, conforme relato de manifestantes durante o ato.