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Mundo Insano: Como Manter a Racionalidade em Tempos de Desinformação?

Um estudo da década de 1970, conduzido pelo psicólogo David L. Rosenhan, revelou desafios na distinção entre sanidade e insanidade em ambientes psiquiátricos. Em...

Um estudo da década de 1970, conduzido pelo psicólogo David L. Rosenhan, revelou desafios na distinção entre sanidade e insanidade em ambientes psiquiátricos. Em uma das etapas do experimento, pessoas saudáveis simularam alucinações auditivas para serem internadas em hospitais psiquiátricos. A equipe médica não identificou os “pseudopacientes”, diagnosticando alguns com esquizofrenia. Na segunda fase, a equipe de um hospital foi desafiada a identificar falsos pacientes entre os reais, mas falhou, rotulando indivíduos saudáveis como doentes.

Atualmente, o mundo é descrito como VUCA – volátil, incerto, complexo e ambíguo. A volatilidade se manifesta em mudanças rápidas na economia, política e tecnologia. A incerteza dificulta a previsão do futuro, enquanto a complexidade surge da interação de variáveis interdependentes. A ambiguidade complica a interpretação de informações e a tomada de decisões.

Adiciona-se a este cenário a proliferação de notícias falsas, deepfakes, pós-verdade e guerras de narrativas, que distorcem a percepção da realidade, especialmente nas redes sociais. As fake news transformam fatos em mentiras, enquanto deepfakes manipulam a percepção visual e auditiva. A pós-verdade prioriza emoções e crenças sobre fatos objetivos, e a guerra de narrativas promove versões conflitantes de eventos.

Esses fenômenos, impulsionados pela internet e inteligência artificial, se propagam globalmente, facilitando a manipulação de massas. A tendência de indivíduos se conformarem às opiniões de um grupo foi observada por Sigmund Freud, que argumentou que, em massa, o indivíduo pensa, sente e age diferentemente de quando está sozinho. O efeito “manada” reforça essa dinâmica, levando as pessoas a seguir a maioria sem reflexão crítica.

A propaganda é utilizada para influenciar a opinião pública, apelando frequentemente às emoções do público. Contudo, o estudo de Rosenhan foi questionado por uma jornalista americana e estudiosos da psiquiatria, que levantaram dúvidas sobre sua idoneidade, sugerindo a possibilidade de fraude. Diante deste cenário complexo e questionável, como discernir a verdade e manter a racionalidade?

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