Em 30 de janeiro de 2003, um ato de violência transformou a vida de Mosana, que, após ser baleada durante um assalto, tornou-se paraplégica. Longe de se render ao vitimismo, Mosana canalizou sua dor em uma luta incansável por acessibilidade e inclusão no Recife, cidade que enfrentava altos índices de criminalidade e desafios de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.
Munida de sua cadeira de rodas, Mosana se tornou uma militante ativa, reivindicando, protestando e propondo soluções para tornar a cidade mais humana e inclusiva. Inspirada por ideias de planejamento urbano focadas na acessibilidade, ela defendia que uma cidade boa para cadeirantes seria boa para todos.
Apesar da dor causada pelo evento de 2003, Mosana continuou sua luta até seu falecimento em 17 de julho de 2025, vítima de um AVC, deixando um legado de impacto duradouro. Sua visão de uma cidade equitativa, com igualdade de oportunidades para todos, continua a inspirar gerações futuras.
Um dos seus maiores legados foi o projeto Praia Sem Barreiras, que permitiu que pessoas com mobilidade reduzida pudessem desfrutar do mar. Através de sua articulação, foram implementados acessos com cadeiras anfíbias e passarelas nas praias de Boa Viagem e Fernando de Noronha.
A experiência de Mosana também inspirou a criação da rede Compaz, centros comunitários que visam oferecer oportunidades, cultura e cidadania como ferramentas de prevenção à violência. Sua memória permanece viva em cada sorriso de quem reencontra o mar, em cada espaço público acessível e em cada cidadão que acredita em um mundo mais justo e inclusivo. O legado de Mosana continua a iluminar o caminho daqueles que acreditam que barreiras existem para serem superadas.