RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Netanyahu fica como interino após eleição sem maioria em Israel

Com 86% dos votos apurados, bloco de Netanyahu teria 53 das 120 cadeiras, contra 48 da oposição liderada por Gadi Eisenkot....

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, seguirá no cargo de forma interina depois que seu bloco não alcançou maioria parlamentar nas eleições realizadas nesta terça-feira (27.out.2026). Com quase 86% dos votos apurados, três emissoras israelenses projetaram que o grupo liderado pelo LIKUD conquistaria 53 das 120 cadeiras do Parlamento. A oposição, comandada por Gadi Eisenkot, teria 48, enquanto os partidos árabes israelenses devem somar 19 cadeiras, um recorde.

Para se eleger, Eisenkot precisaria do apoio dos partidos árabes, aliança rejeitada por grande parte das lideranças políticas judaicas do país. Sem maioria definida, Netanyahu deve continuar no cargo enquanto as legendas negociam a formação de um governo. Ele pode permanecer como interino até uma nova eleição, prevista para 2027.

O LIKUD afirmou, sem apresentar provas, que o Catar e a Turquia financiaram ações para influenciar o voto em comunidades árabes. O presidente do Comitê Central de Eleições, juiz Noam Sohlberg, determinou que o Shin Bet, serviço de segurança interna, investigue suspeitas de financiamento estrangeiro e suborno eleitoral. A apuração deve ser concluída em uma semana. O chefe do Shin Bet, David Zini, declarou que a votação transcorreu sem anormalidades, e a polícia israelense também havia negado suspeitas de fraude eleitoral.

Nas eleições nacionais de Israel, os cidadãos votam exclusivamente em partidos, e não em candidatos específicos, para eleger os 120 membros do Knesset. O pleito é o primeiro no país desde os ataques de 7 de outubro e o início da guerra em Gaza. A partir do resultado, o presidente, que atua como chefe de Estado, realiza consultas com os partidos eleitos para identificar qual líder tem a maior probabilidade de formar uma coalizão majoritária de no mínimo 61 deputados. Esse líder assume o cargo de primeiro-ministro e se torna chefe de Governo assim que sua coalizão e plataforma política forem oficialmente aprovadas pelo Knesset.

Os dois blocos apresentaram projetos contrastantes ao eleitorado. A coalizão de Netanyahu, liderada pelo LIKUD, reúne legendas ultraortodoxas de direita, como o Shas, o United Torah Judaism, o Otzma Yehudit e o Religious Zionist Party, e propõe o avanço da reforma judicial, maior influência religiosa no Estado e a consolidação do controle israelense na Cisjordânia e em Gaza. O bloco de oposição, liderado por Eisenkot, conta com o apoio de legendas como Yashar!, Beyachad, The Democrats e Yisrael Beyteinu; o grupo reúne origens ideológicas diversas e defende a criação de uma comissão independente para investigar os eventos de 7 de outubro de 2023, a restauração das relações diplomáticas internacionais de Israel e o combate à violência extremista na Cisjordânia.

Siga-nos em nossas redes sociais Facebook, Twitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9155-5555.