Uma operação da Polícia Federal revelou que a extração ilegal de ouro no rio Madeira, em áreas do sul do Amazonas e norte, movimentou aproximadamente R$ 245 milhões em apenas sete meses. A estimativa é baseada na atividade de 277 balsas e dragas envolvidas no garimpo irregular.
A presença ostensiva das embarcações chamou a atenção para a magnitude da atividade, que causou sérios danos ambientais e prejuízos econômicos. A extração ilegal de ouro no rio Madeira tem sido uma preocupação crescente, devido ao impacto na qualidade da água, na biodiversidade local e nas comunidades ribeirinhas que dependem do rio para sua subsistência.
A Polícia Federal investiga o esquema para identificar os responsáveis pelo financiamento e pela operação das dragas, bem como os canais de distribuição do ouro extraído ilegalmente. A ação visa desmantelar a cadeia produtiva do garimpo ilegal e responsabilizar os envolvidos pelos crimes ambientais e financeiros. A repressão a essa atividade é fundamental para proteger o meio ambiente e garantir o desenvolvimento sustentável da região amazônica.