O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), e o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), estão empatados tecnicamente nas intenções de voto para o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial, de acordo com pesquisa do Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 17.
No cenário do primeiro turno, Lula lidera com 39% das intenções, enquanto Flávio registra 36%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, o que torna o resultado um empate técnico. Comparando com a rodada anterior, Lula manteve seu índice, enquanto Flávio subiu de 35% para 36%. Essa diferença de três pontos é a menor já registrada pelo instituto nesta disputa, já que em maio a vantagem do presidente era de dez pontos.
O candidato Augusto Cury, do Avante, aparece em terceiro lugar com 6% das intenções de voto. Os demais candidatos têm índices menores: Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, Renan Santos (Missão) com 3% e Romeu Zema (Novo) com 2%. Tanto Samara Martins (UP) quanto Rui Costa Pimenta (PCO) obtiveram 1% cada. Além disso, 6% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou nulo, e 3% não souberam responder.
Analisando os votos válidos, Lula alcança 43%, enquanto Flávio tem 39%. Nenhum dos dois candidatos atinge os mais de 50% necessários para vencer no primeiro turno. Em um possível segundo turno, Lula aparece com 46% e Flávio com 44%, mantendo também esse confronto tecnicamente empatado, uma vez que a diferença está dentro da margem de erro.
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Lula subiu de 33% para 35%, enquanto Flávio passou de 25% para 26%. Ambos os candidatos têm uma taxa de rejeição de 47%, indicando que essa porcentagem de eleitores não votaria neles de forma alguma.
Flávio se destaca entre os eleitores evangélicos, liderando com 48% contra 26% de Lula. O senador também é mais popular entre os eleitores que recebem de dois a cinco salários mínimos, assim como entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos. Por outro lado, Lula mantém uma vantagem entre os eleitores mais pobres, os católicos, aqueles com menor escolaridade e os habitantes do Nordeste.