A Polícia Federal (PF) investiga um policial rodoviário federal suspeito de auxiliar um grupo que atua na extração irregular de madeira em áreas da União em Santa Catarina. Nesta terça-feira (27/10), a Justiça determinou o afastamento cautelar do servidor, após representação da PF no âmbito da Operação Milão. A operação também apura o pagamento de vantagens indevidas a um servidor público federal.
Os investigadores cumprem mandados de busca e apreensão em 10 endereços ligados aos investigados, nas cidades de Lages, Ponte Alta, São Cristóvão do Sul e Curitibanos. Segundo a PF, há indícios de que o policial fornecia informações e orientações sobre atividades de fiscalização aos integrantes do grupo, além de ter ajudado na regularização documental de cargas e veículos.
A Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanha as diligências e atua de forma integrada com a PF no cumprimento das medidas judiciais. O inquérito foi instaurado após a prisão em flagrante de pessoas envolvidas na retirada de árvores de pinus em uma área pertencente à União, em Curitibanos (SC).
Durante as apurações, a corporação reuniu indícios da existência de um esquema voltado à exploração irregular de recursos florestais. De acordo com a investigação, o grupo também utilizava mecanismos para dar aparência de legalidade à origem e ao transporte da madeira extraída.
Com a análise do material apreendido na Operação Milão, a PF pretende reunir novas provas sobre as práticas investigadas e identificar outras pessoas que possam estar ligadas ao esquema.