A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) esclareceu que a retirada de bandeiras de campanha instaladas nas proximidades de uma obra na Avenida Saramenha, localizada na Região Norte da capital, foi necessária devido à interferência nas atividades de nivelamento do solo para o plantio de grama, parte do paisagismo do Viaduto Saramenha.
O vereador Braulio Lara, candidato a deputado federal pelo partido Novo, acionou o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) após a remoção de oito bandeiras, sendo quatro de sua campanha e quatro da candidata Elizete Loide Gonçalves Tavares, do MDB. Segundo informações, a equipe de Lara notou o desaparecimento dos materiais no final da tarde de quarta-feira, dia 26 de agosto.
A Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura informou que as bandeiras removidas estavam localizadas em uma área em que os serviços estavam sendo realizados. A pasta ainda destacou que, se materiais de campanha continuarem a causar interferências no andamento das obras, eles serão realocados para um ponto próximo, mantendo sua visibilidade.
Após a retirada, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi acionada e, conforme a petição de Lara, as bandeiras foram encontradas dentro do canteiro de obras do Viaduto Saramenha. Lara defende que a instalação das bandeiras estava regular e que não havia qualquer ordem da Justiça Eleitoral que justificasse a remoção.
Em sua representação protocolada no TRE-MG, Lara solicita a investigação de possíveis irregularidades por parte de agentes públicos, citando o prefeito Álvaro Damião, do União Brasil, e o secretário municipal de Obras e Infraestrutura, Leonardo José Gomes Neto, além de um segurança do canteiro. Entre as medidas requeridas estão a preservação de imagens de câmeras de segurança, registros de portaria e escalas de funcionários, além de informações sobre eventuais ordens para a retirada das bandeiras.
A defesa do candidato também pediu a realização de busca e apreensão tanto no canteiro de obras quanto na sede da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, além da oitiva de testemunhas. O processo foi protocolado na quinta-feira, dia 27 de agosto, e agora as acusações serão analisadas pela Justiça Eleitoral.