Uma nova atração no parque da Disney em Orlando, na Flórida, está gerando controvérsias entre os visitantes. A iniciativa permite que os usuários do serviço de photopass sejam transformados em fantasmas no brinquedo conhecido como Mansão Mal-Assombrada, utilizando inteligência artificial (IA). Essa tecnologia tem sido alvo de críticas, pois alguns argumentam que ela desvaloriza o trabalho de artistas, como desenhistas e atores.
Os usuários que utilizam o aplicativo têm a oportunidade de se ver como espíritos ou estátuas. No entanto, as reações nas redes sociais refletem uma divisão de opiniões. Enquanto alguns visitantes se divertem com a inovação, outros expressam descontentamento, afirmando que o recurso diminui a qualidade artística que a Disney sempre promoveu.
Um internauta destacou: “Preferiria muito mais que alguém desenhasse a imagem. Isso está literalmente desmerecendo a arte.” Outro comentário questionou: “Podemos parar de usar produtos de baixa qualidade em lugares em que os artistas deveriam ser celebrados?”. Essa crítica se baseia na percepção de que a Disney, reconhecida por sua criatividade e habilidade em contar histórias, não deveria recorrer a uma “inteligência artificial barata e sem originalidade”.
Por outro lado, há aqueles que defendem a utilização da IA, considerando que essa tecnologia representa o futuro e que não adotá-la pode levar ao risco de obsolescência. Um usuário comentou: “Não gosto quando a IA generativa é usada de forma preguiçosa ou apresentada como real, mas isso obviamente não é real. Parece divertido, como um filtro do Snapchat.”
Essa discussão sobre a atração surge em um momento em que a Disney já enfrenta críticas pela recente elevação nos preços de ingressos e hospedagens em hotéis credenciados. A polarização em torno da inovação tecnológica na Disney reflete uma tensão maior entre tradição e modernidade na indústria do entretenimento.