Na noite de sexta-feira, dia 2 de outubro, o deputado estadual Marcinho Belota, do PL e candidato à reeleição, foi alvo de uma operação conduzida pela Polícia Federal (PF). A ação é um desdobramento da prisão em flagrante ocorrida na quinta-feira, 1° de outubro, quando 22 indivíduos foram detidos sob suspeita de participação em um esquema de compra de votos.
Os agentes da PF cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do deputado, onde foram encontrados um notebook, documentos e a quantia de R$ 6 mil em espécie. A entrada dos policiais no imóvel foi feita à força, uma vez que o deputado não se encontrava presente no local.
A PF justificou a operação afirmando que a medida era necessária para preservar provas que ainda poderiam estar no local e evitar sua destruição ou ocultação, considerando o momento crítico do calendário eleitoral.
Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, Marcinho Belota, que também é conhecido por seu trabalho na proteção animal, mostrou um gato sem vida e alegou que a PF “invadiu” sua casa enquanto ele estava ausente. Segundo o deputado, os agentes teriam ameaçado atirar nos animais que estavam em sua residência.
Belota contou que estava em Caracaraí em compromissos de trabalho e foi informado sobre a presença da PF em sua casa. Ele lamentou a morte de sua gata Sherry e mencionou que, ao retornar, encontrou os animais juntos, apesar de ter solicitado cuidado especial com eles durante a operação.
O deputado defendeu a legalidade dos R$ 6 mil apreendidos, afirmando que a quantia é proveniente de um projeto chamado Café com Aumor, voltado ao resgate de animais.