Na noite do dia 30, por volta das 23h39, um grave incidente ocorreu na zona norte de São Paulo, resultando em sérias consequências para uma família que tentava atravessar a Avenida Cruzeiro do Sul. Em um intervalo de apenas sete segundos, a criança, que caminhava entre a mãe e a irmã, foi atingida pela viatura do policial civil Douglas Willian Pedroso, que estava sob efeito de álcool, conforme apontaram exames toxicológicos. O policial foi indiciado por tripla tentativa de homicídio.
Imagens obtidas de uma câmera de monitoramento revelam que a família aguardou o semáforo fechar para veículos antes de iniciar a travessia. O clima de descontração foi abruptamente transformado em desespero quando a viatura, conduzida por Douglas, avançou em alta velocidade e colidiu com o menino. O impacto foi tão forte que o para-choque do veículo se quebrou ao meio.
Um motoboy, identificado como Erick Fontes Aragão, presenciou o atropelamento enquanto aguardava o sinal abrir para passar. Ele relatou que ficou sem reação ao ver a criança no chão e imediatamente seguiu o policial, que continuou dirigindo sem parar. Erick informou que Douglas, aparentemente embriagado, questionou sobre o estado da família e pediu para ser levado ao local do acidente.
Após o atropelamento, Douglas estacionou a viatura e foi reconhecido pela mãe da criança, que tentou agredi-lo, mas foi contida. A irmã do menino também tentou agredir o policial, que foi separado por um PM. Os primeiros socorros chegaram ao local cerca de 15 minutos após o acidente, e o menino foi transportado para o Hospital das Clínicas, onde permanece em estado gravíssimo.
Inicialmente, Douglas Pedroso foi preso em flagrante por tentativa de homicídio culposo, que é caracterizado pela ausência de intenção de matar. Contudo, uma investigação da Corregedoria Geral da Polícia Civil, embasada em laudos e provas, alterou a tipificação do crime. Desde o dia 5 de outubro, o policial responde por tripla tentativa de homicídio dolosa, que implica na intenção de matar.
Em seu depoimento, Douglas negou ter consumido álcool e afirmou que o sinal estava verde para ele no momento do atropelamento, alegando não ter visto a família. A defesa do policial não foi localizada para comentar o caso. O espaço permanece aberto para manifestações.