O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nesta quarta-feira (4.nov.2026) que os norte-americanos rejeitaram a guerra ao votarem nas eleições de meio de mandato, as midterms. A declaração foi feita após os democratas conquistarem a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, em uma derrota para o presidente Donald Trump, do Partido Republicano.
Em publicação no X, Ghalibaf escreveu que, por consciência ou pelo custo de vida, os norte-americanos disseram não à guerra. Ele também alertou que, se o governo dos EUA trair a vontade pública para servir a credores internacionais e chantagistas, aprenderá que o não do Irã vem acompanhado de um pesadelo.
A aprovação de Trump está próxima da mínima histórica de sua carreira. Pesquisa Reuters/Ipsos concluída na segunda-feira (2.nov) aponta taxa de aprovação de 32%, mesmo patamar da semana anterior e ligeiramente acima da menor marca já registrada, de 31%, aferida duas semanas antes. O levantamento entrevistou 1.765 adultos norte-americanos pela internet e tem margem de erro de 2 pontos percentuais.
O custo de vida foi o tema dominante da eleição, segundo a pesquisa. Cerca de 78% dos eleitores classificaram o aumento do custo de vida como muito importante ou o fator mais determinante na hora de votar. Questionados sobre qual partido lidava melhor com a questão, os entrevistados preferiram os democratas aos republicanos por 43% a 32%.
Em entrevista ao Wall Street Journal, Trump disse que a guerra no Irã foi, em parte, responsável pelas derrotas dos republicanos nas midterms. Ele afirmou não se arrepender de ter iniciado o conflito no início deste ano: "Fiz a coisa certa. Faria tudo de novo". O presidente também declarou que não considera os resultados uma rejeição à sua gestão, mesmo com derrotas republicanas em redutos conservadores como Texas, Kansas e Carolina do Sul, e alegou que seu nome não estava na cédula eleitoral.