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PT solicita investigação do Conselho de Ética do Senado sobre Flávio Bolsonaro

O Partido dos Trabalhadores apresentou uma representação ao Conselho de Ética do Senado, questionando a relação de Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro...

O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou uma representação junto ao Conselho de Ética do Senado Federal contra o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro. A ação foi formalizada na quarta-feira, 2 de setembro de 2026, e baseia-se no caso conhecido como "Dark Horse".

A iniciativa foi liderada pelo senador Camilo Santana, que representa a bancada do PT. A sigla alega que existem contradições nas declarações de Flávio Bolsonaro sobre o financiamento do filme Dark Horse, que homenageia o ex-presidente Jair Bolsonaro. O partido aponta que informações veiculadas na imprensa contradizem as versões apresentadas pelo senador, especialmente no que diz respeito ao envolvimento financeiro de Daniel Vorcaro.

Recentemente, a revista Piauí noticiou que Vorcaro teria realizado repasses financeiros para a produção do filme em valores superiores aos admitidos por Flávio. O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indica que, em 16 de setembro de 2025, Vorcaro transferiu US$ 1,6 milhão para o fundo Havengate Development, dos Estados Unidos, que é responsável pelo financiamento do filme. Essa transferência ocorreu apenas oito dias após Flávio ter solicitado ao ex-banqueiro o pagamento de quantias atrasadas.

O total de repasses realizados por Vorcaro, segundo as conversões cambiais na época, ultrapassa R$ 65 milhões. A situação se complica ainda mais com a divulgação de um áudio que mostra Flávio Bolsonaro solicitando dinheiro a Vorcaro. Após a divulgação do áudio, o senador afirmou que o último repasse ocorreu em maio de 2025, enquanto o Coaf aponta uma transferência significativa ocorrida quatro meses depois dessa data, em setembro.

Em nota, Camilo Santana enfatizou a gravidade da situação, afirmando que o Senado não pode ignorar tais fatos. Ele destacou que aqueles que ocupam cargos públicos devem agir com transparência e responsabilidade, afirmando que a imunidade parlamentar não deve servir como proteção para enganar a sociedade.

Atualmente, o Conselho de Ética do Senado não realiza deliberações desde julho de 2024. Apesar de oficialmente estar em funcionamento, não há agendamento de reuniões para o restante do ano. Nos últimos sete anos, o órgão se reuniu apenas cinco vezes.

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