O percentual de jovens que se encontram fora da escola e sem emprego, conhecidos como 'nem-nem', No Brasil, caiu para 22,4%. Essa redução é destacada por um estudo realizado pela OCDE, que aponta uma diminuição quase duas vezes maior em comparação à média de 2,3 pontos no mesmo período entre os países analisados.
Outro dado positivo revelado no estudo é que a taxa de jovens de 25 a 34 anos sem o ensino médio completo caiu de 35% em 2016 para 26% em 2024. Apesar desse avanço, a proporção ainda é superior à média de 12% registrada pela OCDE nos demais países avaliados.
O Ministério da Educação (MEC) atribui esses resultados à implementação de programas públicos como o Pé-de-Meia, que oferece incentivos financeiros para a permanência e conclusão do ensino médio, e o Bolsa Família, que ajuda famílias em situação de vulnerabilidade. A integração dessas políticas sociais é vista como essencial para melhorar a trajetória educacional dos jovens.
Além disso, o relatório da OCDE também revela uma diferença de gênero no que diz respeito à conclusão do ensino médio. No Brasil, as mulheres apresentam 7 pontos percentuais a mais de probabilidade de concluir essa etapa em comparação aos homens, uma discrepância que é maior do que a observada na maioria dos outros países analisados.
O estudo também indica que 20% dos estudantes que ingressam no ensino médio abandonam a escola antes de concluir a formação. A taxa de conclusão em até dois anos após o tempo regular de estudo é de 79% No Brasil, enquanto a média entre os países da OCDE é de 85%. Após esse período, apenas 1% dos alunos ainda permanece matriculado.
Em março deste ano, foi criado o Identificador Nacional Único do Estudante (Inue), um mecanismo que visa unificar o registro da trajetória escolar dos alunos a partir do Cadastro de Pessoa Física (CPF). Essa iniciativa é acompanhada por capacitações para os profissionais da educação, visando otimizar o uso dos dados coletados para melhor atender às necessidades de cada estudante.