O candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, declarou nesta segunda-feira (7.set.2026) que a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e do senador Flávio Bolsonaro, do PL-RJ, nas pesquisas eleitorais se traduz em uma "prisão mental". A afirmação foi feita durante um ato no Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo.
Renan Santos atribuiu o bom desempenho dos dois adversários a uma percepção entre os eleitores de que o Brasil não pode mudar. Ele criticou o que chamou de covardia de determinados grupos, que, segundo ele, tentam impor uma visão pessimista sobre o futuro do país. "É uma prisão a que vocês estão sendo submetidos pelos covardes e pelos preguiçosos, que querem te impor que o teu destino é apenas essa porcaria, que o teu país não pode ser diferente", afirmou.
O candidato também fez referência ao escritor Augusto Cury, que aparece em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. Renan ironizou a candidatura de Cury, alegando que seu crescimento nas intenções de voto representa a "ascensão da covardia" e um "discurso vazio".
Além disso, Renan criticou as potenciais gestões de seus principais concorrentes. Ele alertou que uma vitória de Lula resultaria em um "governo autoritário de esquerda", enquanto a eleição de Flávio Bolsonaro levaria o Brasil a ser administrado por uma "oligarquia de corruptos do centrão".
O ato de Renan ocorreu em frente ao Obelisco Mausoléu aos Heróis de 1932, localizado próximo ao Parque Ibirapuera. Durante a manifestação, também houve críticas ao Supremo Tribunal Federal e às investigações relacionadas ao Banco Master.
O candidato pediu a saída e a prisão dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O deputado federal Kim Kataguiri, do Missão-SP, que participou do evento, também se manifestou contra Moraes e exigiu apoio dos demais candidatos à Presidência para a prisão do ministro.